
Chaca, véi, saudades!
Um poeminha novo aí:
Perdi minha cabeça!
Perdi e não consigo mais achar
Não sei se deixei em casa, no banco, na mesa do
bar...
Isto que todos vêem
em cima do meu pescoço
não, não me pertence
e olha que há quem pense
com a cabeça fora do lugar
Eu não, não sei, não consigo
Quero minha cabeça para poder pensar
Pensando bem, porém
Não será melhor ficar assim, sem pensar
como um boi, uma vaca, uma popstar?
Ah que prazer!
Sou livre como um protozoário!
Perdi minha cabeça para nunca mais achar
Ou, na verdade, achar que tudo não passa de nada
E que certo e errado não existem!
Perdi minha cabeça e ganhei a vida eterna!
Sou o mais livre de todos os seres
Pois perdi cabeça e minha sã consciência
Na lâmina da guilhotina da ignorância
-Dan-
dan, meu chapinha,
onde andas com a cabeça ?
perdida em que planeta,
caída em que sarjeta,
enfiada em qual blueceta ?
será você a cabeça da mula sem cabeça ?
não que essa é feita por imortais,
jurisconsultos, parlamentares
sujeitos que legislam em causa própria.
você é apenas o mula de copacabana
carregado de entorpecentes cartas de alforria
aos crentes e suicidas.
você com sua não cabeça bizarra.
que como tirésias só vê o que importa,
você, grande dromedário acéfalo,
percorre a hilário com sua falsa cabeça bovina
a lambiscar o traseiro das bezerras, das novilhas
dessa sex paróquia que vai dar no mar.
a benção, descabessauro rex
mujamos pois
chacal
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